BUSCA IMPLACÁVEL 2

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7.5Em Istambul, o guarda-costas e agente da CIA aposentado Bryan Mills (Liam Neeson) e sua ex-mulher (Famke Janssen, a Jean Grey, da franquia X-MEN) se tornam reféns do pai de um dos sequestradores que Mills assassinou enquanto resgatava sua filha, sequestrada em Paris, nos eventos do primeiro filme.

Quando comecei a assistir esta sequência do filmaço de 2008, obviamente esperava algo inferior, pois dificilmente uma sequência consegue ser superior ao filme original, principalmente quando se trata de produções mais modestas, como era o caso do primeiro filme. BUSCA IMPLACÁVEL, lançado em 2008, foi o que eles chamam de “sleeper hit” nos Estados Unidos: Uma produção modesta, que se torna um grande sucesso de bilheteria. Às vezes pagando os custos de sua produção duas ou três vezes. Com isso em mente, a 20th Century Fox, produtora do filme, decidiu bancar uma sequência, dando como certa uma boa bilheteria. E foi o que aconteceu. BUSCA IMPLACÁVEL 2 estreou bem e liderou as bilheterias americanas durante várias semanas. Acontece que o primeiro filme, era um suspense de ação violento e pé no chão, com um excelente protagonista, o fantástico Liam Neeson, que, devido ao sucesso estrondoso do filme, ganhou até o rótulo de astro de ação, coisa que eu nunca poderia imaginar, dada a formação clássica que Neeson tem como ator. O que nos traz de volta ao que senti quando assisti este segundo filme. De fato, o filme é inferior, por muito. Mas isso não faz de BUSCA IMPLACÁVEL 2 necessariamente um filme ruim. O que é nítido, é que o filme não se leva à sério, e nem leva à sério o filme anterior. Se no primeiro filme existia uma preocupação com a verossimilhança, em BUSCA IMPLACÁVEL 2 ela vai pelos ares. São tantas situações improváveis e absurdas, que se não fossem os bons personagens centrais que nos remetem ao outro filme, em alguns momentos iria parecer até que estávamos assistindo outro filme. A maioria dos absurdos ocorre através da personagem da filha de Neeson nos dois filmes, Kim (Maggie Grace, a Shannon da série LOST), que aqui, devido ao sequestro dos pais, acaba sendo a única pessoa capaz de ajudá-los, e por um destes milagres do cinema, ela de repente vira um Tom Cruise de saias e sai enfrentando verdadeiras missões impossíveis para salvar os pais. Numa sequência em particular, Kim, que havia sido reprovada 3 vezes no exame de direção, é obrigada a dirigir um táxi roubado em plena Turquia, por vielas estreitas e tomadas de gente, sempre com o pé no acelerador. Parece até que os próprios roteiristas do filme (e também do primeiro), os especialistas em ação Luc Besson (O QUINTO ELEMENTO, O PROFISSIONAL) e Robert Mark Kamen (franquia CARGA EXPLOSIVA) decidiram extrapolar na ação e esquecer do plausível, apenas por diversão. O roteiro, cheio de furos e situações absurdas, extrapola também nos clichês envolvendo o vilão e seus asseclas. São os típicos terroristas que o cinemão americano adora mostrar: Turcos (ou muçulmanos, árabes, afegãos, para os americanos é tudo a mesma coisa), barbados, com aparência suja e fumando sem parar. O vilão principal, interpretado pelo bom ator croata Rade Sherbedgia (SNATCH: PORCOS E DIAMANTES, MISSÃO IMPOSSÍVEL 2) também não escapa dos clichês desde o início do filme, quando enterra seus filhos assassinados por Mills e jura vingança. Outro fato que não ajudou muito no produto final foi a troca de diretores. Sai um francês, Pierre Morel (DUPLA IMPLACÁVEL, que também tem roteiro de Besson) e entra outro, Olivier Megaton (CARGA EXPLOSIVA 3, também roteirizado por Besson e Kamen). Enquanto Morel é um diretor mais conservador, de câmera no tripé e tomadas mais amplas, Megaton adora segurar a câmera na mão, perto da ação, com edição cheia de cortes rápidos. Apesar deste tipo de direção tornar a coisa mais dinâmica e frenética, por vezes chega a irritar, pois não dá para apreciar a ação de maneira completa. E nisso o primeiro filme também supera sua sequência.

Mas dá para se divertir à valer com BUSCA IMPLACÁVEL 2. A ação é absurda, mas é ininterrupta. Maggie Grace está linda como sempre e atuando cada vez melhor, e o principal motivo pelo qual assistimos ao filme afinal, o astro Liam Neeson, está mais afiado do que nunca. É impressionante como Neeson cresce em cada cena, tanto dramaticamente, como na hora da ação. Por falar em ação, os 20 minutos finais, esses sim, têm a essência do primeiro filme: Ação pura, direta e raivosa. Prestem atenção à sensacional e brutal sequência final de luta entre Neeson e o dublê/ator francês Alain Figlarz (FORÇAS ESPECIAIS, CÃO DE BRIGA), que é simplesmente sensacional. Ao final do filme, ainda tem um bônus: A ótima canção “Too Close”, de Alex Clare, toca durante os créditos finais.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

E VEJA O CLIPE DA MÚSICA “TOO CLOSE” DE ALEX CLARE, NA VERSÃO EXCLUSIVA FEITA PARA O FILME:

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