COSMÓPOLIS

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5.0Circulando por Manhattan em uma limousine apenas para um corte de cabelo, um jovem empresário bilionário de 28 anos (Robert Pattinson), embarca em uma odisséia com diferentes personagens que começam a fazer seu mundo desmoronar.

Sejam bem-vindos a mais uma estranheza, cortesia do sempre polêmico diretor David Cronenberg (A MOSCA, MARCAS DA VIOLÊNCIA, SENHORES DO CRIME, entre outros). O que todos estes filmes citados têm em comum? Todos são filmes sensacionais. São exercícios do enorme talento deste cineasta já lendário, mas que aqui, em COSMÓPOLIS, simplesmente não pôde fazer nada contra um roteiro que beira o insuportável em sua pretensão e filosofias vazias e cansativas. O filme é uma série de diálogos insuportáveis, e que não chegam à lugar nenhum. A experiência de se assistir à COSMÓPOLIS é semelhante à de subir uma escada interminável, que vai ficando cada vez mais difícil de escalar. Apenas para chegar ao final dela, e perceber que não há nada lá. COSMÓPOLIS simplesmente não vale o esforço. Baseado no livro do escritor maldito Don DeLillo e roteirizado por ele próprio, o filme ao menos oferece o que já é costumeiro nos filmes de Cronenberg: Boa direção, e boa interpretações. Ressalto aqui a coragem do astro da saga CREPÚSCULO, Robert Pattinson, que assume um compromisso difícil, interpretando um personagem frio e enigmático, que nem de longe lembra o galã das adolescentes na série do vampirão. Dou risada só de imaginar as fãs de CREPÚSCULO correndo até os cinemas para assistir Pattinson aqui, e desistindo do filme em menos de 15 minutos (entre tantas bizarrices, o auge é quando Pattinson faz um exame de próstata (!!) dentro da limousine em movimento). Além da boa interpretação de Pattinson (que já tinha se saído bem no bom drama LEMBRANÇAS), destacam-se as belas Juliette Binoche e Sarah Gadon, nos papéis da amante e da esposa do bilionário, respectivamente, além do sempre ótimo Paul Giamatti (cuja cena final em que comanda é a melhor coisa do filme), e, surpreendentemente, Kevin Durand, ator ainda desconhecido do grande público, que é sempre coadjuvantes em filmes de ação como X-MEN ORIGENS: WOLVERINE e a versão de ROBIN HOOD dirigida por Ridley Scott. Aqui, Durand consegue compor o melhor personagem de todo o filme. E sinceramente acredito que o papel será uma reviravolta na carreira deste bom ator. Enfim, não dá para classificar COSMÓPOLIS como um lixo ou mesmo como algo que não vale a pena ser classificado. Afinal, trata-se de um filme de um sensacional diretor, com boas performances de todo o elenco. Mas é só isso.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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