O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA

The-Hobbit-Part-1-An-Unexpected-Journey-2012-Movie-Poster-e1348339281255

9.0Um mais jovem e relutante Hobbit, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), parte em uma “jornada inesperada” rumo a Montanha da Solidão junto de um grupo de espirituosos guerreiros Anões, para retomar o lar deles, a própria montanha, que foi tomada por um terrível dragão chamado Smaug.

A trajetória de O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA até se tornar um filme, foi longa e por muitas vezes, improvável. Cobiçada por vários estúdios, inclusive antes do lançamento da saga O SENHOR DOS ANÉIS, a história de J.R.R. Tolkien por muitas vezes foi tachada como “impossível de ser filmada”. Isso até o diretor, produtor e roteirista Peter Jackson mostrar como se faz, com sua trilogia do Um Anel. O HOBBIT já era um sonho também de Jackson mesmo antes de O SENHOR DOS ANÉIS, e finalmente, após praticamente dez anos desde que o último filme de sua trilogia estreou nos cinemas, este O HOBBIT chega às telas. E novamente, pelas mãos do homem e da equipe certa.

Como dizem por aí, em time que está ganhando não se mexe. E Peter Jackson mais uma vez assume a direção, a produção, e o roteiro, mais uma vez ao lado de suas colaboradoras habituais Fran Walsh (sua esposa na vida real) e Philippa Boyens. E, desta vez, como se não bastasse apenas um gênio, temos outro que contribuiu com o roteiro: Guillermo del Toro. Del Toro inclusive foi por muito tempo, o nome escolhido para dirigir o filme, com Jackson assinando o roteiro e a produção. Mas, segundo conversas de bastidores, os dois cineastas optaram por manter Jackson na direção, até por estar mais habituado ao material. E Jackson & equipe não decepcionam. Trata-se de mais um grande filme, que incorpora em sua totalidade o espírito da trilogia do Anel, respeitando os personagens remanescentes da trilogia, e apresentando outros, novos e interessantes. A maioria deles, faz parte do grupo de Guerreiros Anões, que se à princípio parecem um pouco tolos e infantis, vão ganhando corpo e a simpatia do público, à medida que a trama se desenvolve. O destaque maior, vai para o príncipe Anão Thorin, interpretado com enorme segurança pelo semi-desconhecido Richard Armitage, cujo papel mais expressivo foi uma participação coadjuvante em CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR. Armitage constrói um personagem forte, e que mesmo sendo um anão, consegue se impor de maneira surpreendente. Me impressionou muito também a criatura Azog, líder dos Orcs que perseguem o grupo de anões liderados pelo mago Gandalf (vivido mais uma vez pelo ótimo Ian McKellen, e único personagem da trilogia original a ter um papel de protagonista). Os efeitos-especiais utilizados na renderização da criatura Azog são sensacionais.

hobbit_an_unexpected_journey_ver5_xlg

Martin Freeman (O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS), assume o papel do protagonista Bilbo Bolseiro numa versão mais jovem do personagem, e mantém a boa presença do veterano Ian Holm, intérprete de Bilbo na trilogia, e que também faz uma participação especial em O HOBBIT. Além de Holm, Cate Blanchett como Galadriel, Hugo Weaving como Elrond, o líder dos Elfos e Elijah Wood como Frodo retornam em participações pequenas, mas importantes. Uma surpresa que me agradou muito, foi a participação de Christopher Lee como Saruman. Na época do lançamento de O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI, veio à público um desentendimento entre Lee e Jackson, devido ao corte das cenas de Saruman no filme. Na época também achei um erro de Jackson, e acredito que ele próprio tenha pensado nisso depois, já que ele trouxe Lee para esta participação especial em O HOBBIT. Até como uma mostra do respeito dele por este legendário ator. Nos quesitos técnicos, O HOBBIT está no mesmo patamar da trilogia do Anel, sem falar que estamos dez anos à frente em efeitos-especiais do que quando a trilogia foi filmada. A fotografia e as tomadas aéreas continuam de tirar o fôlego, assim como a vibrante trilha-sonora incidental de Howard Shore, que recicla os temas de O SENHOR DOS ANÉIS, e traz novas e emocionantes composições, como o tema dos Anões.

Mas, e mais uma vez eu diria, o momento mais interessante do filme para mim, foi a aparição da criatura Góllum/Sméagol. É apenas uma sequência, e toda ela, se resume à uma interação com o personagem de Bilbo Bolseiro. Nesta sequência em especial, é possível perceber a diferença dos dez anos à frente em efeitos-especiais mencionados acima. As feições de Góllum são espetaculares, e sua presença consegue ser mais ameaçadora ainda do que na trilogia original. Ressalto aqui também o trabalho de Andy Serkis, no motion-capture. Se não fosse seu primoroso trabalho, principalmente com os movimentos da criatura, os efeitos-especiais não seriam nada.

O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA vale cada centavo do ingresso, mantém a saga em um altíssimo padrão de qualidade, e também é a primeira parte de uma trilogia. O início excessivamente lento do filme, acaba sendo necessário, afinal, prepara o espectador para mais, pelo menos, nove horas de filme. Pois sim, O HOBBIT também é a primeira parte de uma nova trilogia baseada na saga de J.R.R. Tolkien. E isso é a única coisa que me preocupa um pouco. Pois ao final de O SENHOR DOS ANÉIS: A SOCIEDADE DO ANEL, tínhamos um gancho poderoso para as continuações, no fato de que o núcleo principal de personagens, é dividido em três. Cada um com uma missão a cumprir. O mesmo não acontece aqui, apesar de existir também um gancho, porém, mais convencional. Não sei se isso é suficiente para segurar mais seis horas de filme. De qualquer maneira, O HOBBIT: A DESOLAÇÃO DE SMAUG, chega em Dezembro/2013 e O HOBBIT: LÁ E DE VOLTA OUTRA VEZ, em Dezembro/2014. Mais uma vez, só nos resta esperar.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

The-Hobbit-Alternative-Movie-Posters-1

3 respostas para O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA

  1. Anônimo disse:

    Sensacional esse filme. A magia do cinema continua proporcionando um otimo momento de lazer. Essa critica ficou a altura desse FILMAÇO…

  2. Gostei da crítica mas não entendi o 9, você disse que o filme valia a pena e que é bom mas pq 9? tipo não estou dizendo q sua crítica é ruim mas você não deu nenhuma negatividade ao filme para ele perder 1 ponto mas deixa o filme merece 9 pra cima,Foi uma boa crítica.

    • directorschairbrasil disse:

      Olá Nathan! A nota do filme é um mero critério de classificação, onde cada um tem uma opinião diferente. Eu pessoalmente gostei muito de O HOBBIT, mas acho que 10 seria um pouco demais. Existem alguns defeitos no filme, como algumas falhas no ritmo da narrativa que me incomodaram um pouco. Mas um filme nota 9 é mais do que a grande maioria dos filmes que são lançados por aí hoje em dia. É uma ótima nota. Obrigado pelo comment, Guilherme! E fique À vontade para dar sua opinião, sempre que quiser. Um abraço!

Deixe seu comentário...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s