LOOPER: ASSASSINOS DO FUTURO

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8.0Em 2074, quando a máfia quer se livrar de alguém, o alvo é enviado 30 anos no passado, onde um matador profissional o espera. Alguém como Joe (Joseph Gordon-Levitt), que um dia descobre que a máfia que “encerrar o loop”, mandando de volta no tempo, o próprio Joe, 30 anos mais velho.

Ficção mirabolante de muita ação, com produção muito bem acabada e original. O tema de viagem no tempo é abordado de maneira inédita e inteligente, deixando o espectador tentando adivinhar durante toda a projeção. A direção e o roteiro são de Rian Johnson, do mediano VIGARISTAS, de 2008, com Adrien Brody e Mark Ruffalo. E me surpreendi com a maturidade de seu roteiro e direção em LOOPER, com seu estilo lembrando um pouco o de Christopher Nolan, principalmente em A ORIGEM. O ótimo elenco valoriza a produção, com destaque para o protagonista Joseph Gordon-Levitt, que no último ano esteve em todas! Só de cabeça, já cito O VIGIA, BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE e PERIGO POR ENCOMENDA (você pode curtir as críticas de todos estes filmes aqui, no Director’s Chair Brasil). Um aviso: Você vai estranhar a presença de Levitt de início. E isso tem uma explicação. Levitt atuou sobre forte maquiagem, para que ficasse parecido com o ator que interpreta seu personagem, 30 anos no futuro: O astro Bruce Willis. E de fato, na boa cena do restaurante, em que os dois Joes ficam frente à frente, é claramente perceptível a semelhança entre os dois. Ainda no elenco, destaque para um Jeff Daniels (do mesmo O VIGIA, em que contracena com Levitt, e DÉBI & LÓIDE: DOIS IDIOTAS EM APUROS) irreconhecível, mas não por causa de maquiagem ou algo assim. Mas sim devido ao seu papel como um temível chefão do crime. Daniels, que costuma interpretar personagens afáveis, aqui incorpora com primazia um personagem que é a verdadeira encarnação do mal. Outro destaque vai para a bela Emily Blunt (O DIABO VESTE PRADA, OS AGENTES DO DESTINO), no sofrido papel da mãe de uma criança muito especial, o pequeno Cid. O que nos leva ao outro destaque do filme, o pequeno Pierce Gagnon, que com apenas 6 anos de idade, emprega uma performance inacreditável e assustadora. Mérito também do diretor Johnson, que soube tirar o melhor de um ator mirim tão novo. Aproveitando o gancho, a entrada em cena do personagem do garoto Cid, acaba rendendo uma perspectiva toda nova e inesperada para o filme. É visível a boa intenção do diretor, em dar ao filme uma outra faceta. Mas no caso de LOOPER, isso não era necessário. Se o foco da história ficasse somente entre o confronto e a dinâmica dos dois Joes, o do presente e o do futuro, o filme teria um resultado mais coeso e enxuto, mais de acordo com o que foi vendido no marketing do filme. Mas, no final das contas, LOOPER: ASSASSINOS DO FUTURO começa ótimo como um A ORIGEM e termina mediano, como um capítulo fraco dos X-MEN (assistam e vão entender a referência).

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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