MOTOQUEIRO FANTASMA: ESPÍRITO DE VINGANÇA

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3.5Johnny Blaze (Nicolas Cage), agora escondido na Europa Oriental, é procurado por um monge para impedir que o demônio tome forma humana, assumindo o corpo de um garoto com o qual Johnny tem uma estranha simbiose.

Que triste rumo tomou a carreira de Nicolas Cage. Sem dúvida um de meus atores preferidos, Cage conseguiu a marca de nos últimos sete anos, estrelar 22 filmes, sendo que destes 22, se salvam apenas O SENHOR DA GUERRA, de 2005, PRESSÁGIO, de 2009, VÍCIO FRENÉTICO, de 2010 e KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO, do mesmo ano. E destes quatro, VÍCIO FRENÉTICO não é lá um dos preferidos de público e crítica, e em KICK-ASS seu papel é secundário. Este MOTOQUEIRO FANTASMA 2: ESPÍRITO DE VINGANÇA, não foge da mediocridade dos últimos filmes de Cage, e o que é pior: Traz uma de suas piores atuações em toda a carreira. Em alguns momentos, não dá para distinguir se Cage está atuando histrionicamente ou se está tendo um ataque nervoso, tamanho o histerismo desmedido de sua atuação. Quando ouvi que uma sequência/reboot do filme MOTOQUEIRO FANTASMA estava sendo produzida, e que o tom da abordagem seria bem mais dark do que o clima de matinê do filme anterior, sinceramente achei que havia uma esperança. Em seguida, vieram os rumores de que o filme seria dirigido pela dupla Mark Neveldine e Brian Taylor, substituindo Mark Steven Johnson (PEQUENO MILAGRE, DEMOLIDOR: O HOMEM SEM MEDO), diretor do primeiro filme. Aí as esperanças começaram a se esvair. Neveldine e Taylor são responsáveis por atrocidades como ADRENALINA, com Jason Statham, GAMER, com Gerard Butler, etc… A cada uma de suas produções, o nível cai ainda mais. A dupla, além de trabalhar com roteiros pífios, acha que seu estilo “MTV COM ÁCIDO” de direção é estiloso. Não é. É trágico. E aí, quando o filme começou, veio a confirmação de que realmente seria uma bomba: Geralmente, quando um filme é realizado na Europa Oriental, se preparem porque boa coisa dificilmente vai ser. Digo isso porque o custo para se produzir um filme em qualquer país deste continente, é duas ou três vezes menor do que se filmado nos EUA. Podem reparar: Os filmes dos decadentes astros de ação Jean Claude Van Damme e Steven Seagal por exemplo, são todos filmados lá. Até OS MERCENÁRIOS 2 com Sylvester Stallone e sua turma também foi filmado lá. Sinal de que o orçamento é limitado, e de que o estúdio por trás da produção, já sabe que não vale a pena bancar o alto custo da referida produção nos EUA. E quando MOTOQUEIRO FANTASMA 2 começou, e no prólogo sem-vergonha do filme o personagem de Cage declara que foi se esconder na Europa Oriental, já saquei o cheiro de “stinker” de longe.  A única coisa que se salva em MOTOQUEIRO FANTASMA 2 é o motoqueiro em sí. A criatura e sua moto em chamas é realmente bem renderizada e diabólica. Em alguns momentos até assustadora, principalmente para a molecadinha que gostou do primeiro filme. Mas o péssimo roteiro, que pasmem (!) foi co-escrito por David S. Goyer, de filmaços como BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS e O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE, e o fraco elenco de apoio, onde até o geralmente bom Ciarán Hinds (MUNIQUE, ESTRADA PARA PERDIÇÃO) aparece em sua forma mais caricata, derrubam a produção de vez. Reparem num Christopher Lambert (o eterno HIGHLANDER: O GUERREIRO IMORTAL) no papel de um monge careca e com a face toda tatuada… Por aí já dá para se medir a mediocridade do filme. Pobre Nic Cage…

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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