ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ

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Durante uma caçada, em 1980 no Texas, o soldador e veterano da Guerra do Vietnã Llewellyn Moss (Josh Brolin), se depara com uma maleta com 2 Milhões de Dólares dentro dela, saldo de uma transação entre traficantes que deu errado, resultando na morte de todos os envolvidos. Moss decide ficar com a maleta, sem saber que ao tomar esta decisão, seu destino estaria selado para sempre.

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8.5Obra-prima máxima dos diretores Joel e Ethan Coen, vencedora de 4 Oscars, incluindo Melhor Filme, e Roteiro Adaptado para a dupla, em 2007. O roteiro foi adaptado do livro do sensacional escritor Cormac McCarthy, de A ESTRADA (que também virou filme, com Viggo Mortensen). ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ é uma tradução do que é fazer cinema, coisa que os irmãos Coen já mostraram que sabiam fazer, mas não com tamanha magnitude. Cada sequência, cada diálogo, cada interpretação do primoroso elenco, é guiado com mãos firmes pelos irmãos. E que elenco! Josh Brolin dá um show no papel do homem comum que acaba assumindo um risco maior do que ele poderia esperar. O veterano Tommy Lee Jones, num papel menor, mas ainda de peso, confere a credibilidade costumeira de sempre. Mas o verdadeiro show, está na interpretação monstruosa de um de meus atores preferidos, o sempre fantástico Javier Bardem. Aqui, o ator espanhol constrói um dos psicopatas mais insanos e assustadores de toda a história do cinema. Com poucas palavras, um corte de cabelo no mínimo estranho, e um olhar petrificador, Bardem rouba cada cena em que aparece, e durante seu tempo em cena, nos faz prender a respiração. Bardem ganhou merecidamente o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel.

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Ainda no elenco, o excelente Woody Harrelson, em um papel secundário, e uma participação do desconhecido veterano Barry Corbin, que em apenas uma cena em todo o filme, em que contracena com Tommy Lee Jones, transmite uma interpretação magnética, em que não fica devendo nada ao restante do elenco. O filme, apesar de ser um drama, é todo permeado com cenas de enorme suspense, magistralmente dirigidas pelos Coen. Atenção à cena em que o personagem de Bardem, descobre o paradeiro do personagem de Brolin, através de um transmissor na mala cheia de dinheiro, em poder do segundo. É eletrizante! Agora chegamos ao ponto complicado: A nota do filme. Eu poderia facilmente dar um 10, afinal, o filme é totalmente merecedor de um 10. Mas, o final do filme, e quando eu digo final, eu quero dizer o destino dos personagens centrais, e a maneira como este destino é conduzido, eu simplesmente não engulo. Eu sei que a temática do filme, e isso é deduzível pelo próprio título do filme, vai totalmente de encontro ao seu final, ausente de qualquer tipo de recompensa. Mas ainda assim, pela maneira com que os Coen fizeram com que nos identificássemos com os personagens, é muito injusto o final que nos é oferecido.

VEJA AQUI O TRAILER DO FILME:

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