À PROCURA DA FELICIDADE

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10Um vendedor batalhador e endividado (Will Smith), assume a custódia de seu filho, enquanto mergulha de cabeça em um arriscado empreendimento profissional, que pode mudar a trajetória de sua vida.

Drama sensacional e comovente, que tem sem dúvida a melhor interpretação da carreira do astro Will Smith, que foi indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo papel. Baseado na história real do hoje milionário Chris Gardner, o filme é uma bela história de conquista, carregada de drama e aflição, e imensamente recompensadora. A direção é do italiano Gabriele Muccino, que dois anos depois voltou a dirigir Smith no também bom drama, SETE VIDAS. Smith, apoiado na direção de Muccino e no bom roteiro, nos dá uma verdadeira tour-de-force, despido de qualquer vaidade, no papel de um homem de família enfiado em uma situação em que nem um milagre parece ser suficiente para salvá-lo. Após ser abandonado pela mulher, interpretada pela ótima Thandie Newton, Gardner se viu cuidando de seu filho, ao mesmo tempo em que arrisca as fichas que não tinha, para tentar uma última virada no destino de sua vida. Alguns momentos do filme são realmente de partir o coração. Alguns não, VÁRIOS! Acompanhar a jornada diária quase sobrenatural deste sofrido personagem chega a ser doloroso em algumas passagens. Para quem tem filhos pequenos então, chega a ser quase insuportável. A relação de pai e filho no filme ganha demais com a adição do filho de Smith também na vida real, Jaden Smith, que na época com apenas oito anos de idade, esbanja carisma em sua interpretação. Carisma que obviamente ele herdou do pai. Outro ponto alto do filme é sua trilha-sonora, com belas canções de Stevie Wonder e George Benson, que caem como uma luva nas sequências do filme em que são utilizadas. Falar sobre À PROCURA DA FELICIDADE discutindo apenas os termos técnicos do filme é impossível. À PROCURA DA FELICIDADE é um daqueles filmes cujas situações, histórias e personagens falam mais alto do que qualquer característica da produção. É um filme composto de momentos. Cada cena tem um peso e um impacto emocional excruciante, que só tornam a experiência de assisti-lo ainda mais recompensadora. Na época de seu lançamento, o filme foi classificado como um “feel good movie”. Mas não é. É um filme duro, triste e angustiante, cuja recompensa no final é recebida naturalmente, e mais do que nunca, esperada. Chamo a atenção para três sequências em especial (dentro de inúmeras outras, porque como eu disse, é um filme de momentos). A primeira, é uma terrível agrura pela qual Gardner e seu filho passam, quando após serem despejados, buscam abrigo para a noite no banheiro do metrô. Para quem tem filho, essa cena é insuportável. A segunda, acontece durante um culto numa igreja, onde Gardner e seu filho compartilham de um momento comovente. E a terceira, é sua sequência final. Sim, a do final feliz. É que espera-se tanto por esse momento, que quando ele acontece, é entregue de maneira primorosa e emocionante. O que estes três momentos têm em comum? O desempenho fenomenal de Will Smith. Em um certo momento da cena final, o personagem de Smith bate palmas contidas, e enquanto ele fazia isso, eu também batia palmas, de pé.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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