PRECIOSA: UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA

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8.5No bairro do Harlem, na Nova York de 1987, Precious (Gabourey Sidibe), uma adolescente analfabeta, obesa e abusada sexualmente pelo pai, de quem está grávida de seu segundo filho, é convidada a se matricular em uma escola alternativa, na esperança de que sua vida possa ser trilhada por um novo caminho.

Muita gente reclama da vida. Eu mesmo reclamo da minha. E na maioria das vezes, sei que estou reclamando por falta de coisa melhor para fazer. Após assistir à PRECIOSA: UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA, garanto que dá para se pensar duas vezes antes de voltar a reclamar de qualquer coisa que seja. Baseado no livro PUSH, da escritora americana Sapphire, o filme não poupa o espectador do verdadeiro mundo-cão no qual se encontra a protagonista, a adolescente Precious. À princípio, é difícil até se identificar com ela, até pelo seu, digamos assim, “desvio dos padrões de beleza” aos quais estamos acostumados a ver. Mas bastam alguns minutos, e percebemos, graças também à magnífica interpretação da estreante Gabourey Sidibe, que trata-se de um ser-humano terrivelmente maltratado pela vida, e fica impossível não se identificar com ela. Falando em elenco, é este o grande trunfo do filme. Além da ótima Gabourey, destacam-se também a bela Paula Patton (MISSÃO IMPOSSÍVEL: PROTOCOLO FANTASMA), um verdadeiro oásis de doçura em meio à tanta tragédia e sordidez ao redor, no papel da professora de bom coração de Precious, a cantora (PASMEM!) Mariah Carey, aqui, atuando de verdade, sem maquiagem, de cara limpa, ao contrário da atuação pífia naquele horror de filme chamado GLITTER, em que atuou no auge da carreira, e até uma participação simpática do cantor Lenny Kravitz, que recentemente atuou em JOGOS VORAZES. Mas, o destaque maior, e eu diria, o destaque do filme, vai para a atuação monstruosa de Mo’Nique, atriz sub-utilizada em Hollywood em comédias rasteiras e séries de TV sem expressão. Aqui, Mo’Nique se transforma em um monstro asqueroso, uma mãe abusiva e violenta, cuja colaboração nos abusos do marido à própria filha, a despiu de qualquer amor ou vaidade-própria, fazendo com que sua única motivação em vida, fosse transformar a vida da filha em um inferno. Mo’Nique ganhou o Oscar de Melhor atriz coadjuvante pelo papel, de maneira mais do que merecida. Foi a melhor interpretação feminina que eu vi em um filme, desde Hilary Swank em MENINA DE OURO, em 2004. O filme ainda venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, e concorreu a mais 4, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz, para Sidibe. O filme foi produzido por dois nomes fortes da comunidade negra, Oprah Winfrey e Tyler Perry. Dois nomes sempre engajados em projetos sociais. PRECIOSA é um filme duro, que mostra um mundo que muitas vezes preferimos não enxergar. Mas ele existe. E antes de voltar à reclamar da vida, todos deveríamos encará-lo, só para ter uma ideia dos males e demônios da vida real que existem por aí, e agradecer à Deus por não sermos assombrados por eles.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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