AS SESSÕES

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8.0Mark O’ Brien (John Hawkes), após contrair poliomielite quando criança, fica totalmente paralisado. Aos 38 anos de idade, Mark pode passar apenas 3 horas por dia fora do enorme “pulmão de aço” que usa para respirar e manter-se vivo e depende o tempo todo de pessoas que cuidem dele, devido à sua condição. Mas a positividade com que Mark vê sua trágica existência, faz com que ele entre de cabeça no empreendimento mais emocionante de sua vida: Perder a virgindade.

Baseado em fatos reais, este AS SESSÕES é sem dúvida um filme inspirador e emocionante. Apesar da temática e da abordagem um tanto quanto ousada, o filme é conservador nos sentimentos que transmite. AS SESSÕES é um filme altamente humano. Apesar de contar uma história que por sí só já é de um apelo universal, a produção se apóia em dois pilares: Exatamente seus dois protagonistas, John Hawkes (MAR EM FÚRIA, O INVERNO DA ALMA) e Helen Hunt (TWISTER, MELHOR É IMPOSSÍVEL). Ambos em performances avassaladoras. Hawkes, que amadureceu tremendamente como ator nos últimos anos, compõe um personagem que apesar de permanecer completamente imóvel durante todo o filme, transmite através de seu rosto emoções, medos e sentimentos que mexem com cada um de nós. É uma interpretação digna de Oscar, que infelizmente não aconteceu. Mas que aconteceu para Helen Hunt. E me atrevo a dizer que, se vencer, será totalmente merecedora de tal honra. Hunt, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por MELHOR É IMPOSSÍVEL em 1998, hoje aos 49 anos de idade, esbanja coragem em um papel repleto de nudez frontal e cenas de sexo mostradas no detalhe. Mas não é só por isso. Hunt, em diversos momentos do filme, assim como Hawkes, genuinamente emociona, interpretando sua personagem de maneira honesta, e acima de tudo, humana. (SPOILERS À SEGUIR): Duas cenas em especial dão a idéia do quão profunda é sua interpretação: A primeira se passa em um carro, logo após sua personagem se despedir de Mark, e a segunda se passa durante um velório, onde um certo discurso eleva a interpretação de Helen à outro nível. William H. Macy (BOOGIE NIGHTS: PRAZER SEM LIMITES, JURASSIC PARK III) também transmite enorme simpatia no papel de um padre moderno que acaba se tornando amigo do protagonista. Assim como a atriz indígena Moon Bloodgood (O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO, RÁPIDA VINGANÇA) que também traz empatia para sua personagem, que é a enfermeira de Mark. Me surpreendi quando vi as credenciais de direção do filme. O filme foi dirigido pelo polonês Ben Lewin, de 67 anos, e que não dirigia um longa para o cinema desde 1994. Seu filme mais famoso, O FAVOR, O RELÓGIO E O PEIXE MUITO GRANDE, uma comédia também de certa ousadia, foi lançada no longínquo ano de 1991. É no mínimo interessante saber que este veterano e sumido diretor ainda carrega consigo tanta energia. AS SESSÕES traz esta energia de maneira positiva para a produção, que sabiamente, se apóia em seu talentosíssimo elenco, e principalmente em sua atriz principal, que mostra que para interpretar, seduzir, e até encantar, não existe idade limite.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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