SELVAGENS

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7.5Os amigos de infância e traficantes de drogas Ben e Chon (Taylor Kitsch e Aaron Taylor-Johnson) entram em conflito com um perigoso cartel de drogas Mexicano, após o sequestro da namorada dos dois (Blake Lively).

Após várias incursões de cunho político no cinema, como as biografias de Che Guevara (CHE) e George W. Bush (W.), Oliver Stone retorna ao gênero “cinema bandido”, gênero que não abordava desde REVIRAVOLTA, de 1997. E o material em suas mãos é um prato cheio para o gênero, com muita droga, muito sexo e muito mais violência. Baseado no livro de Don Winslow e roteiro co-escrito pelo próprio Stone, SELVAGENS começa à todo vapor, explorando a beleza de seu trio central de protagonistas, que formam uma espécie de “DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS” mais moderninho: Os “caras de tábua” Taylor Kitsch (JOHN CARTER: ENTRE DOIS MUNDOS, BATTLESHIP: A BATALHA DOS MARES) e Aaron Taylor-Johnson (KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO), e principalmente a estonteante mas péssima atriz Blake Lively (LANTERNA VERDE, e seriado GOSSIP GIRL). Os três, formam um suculento triângulo amoroso e a personagem de Lively narra toda a ação. Entram em cena os outros personagens da salada criminalística que virá a seguir: Salma Hayek, no papel da temida chefe do cartel Mexicano; John Travolta, em um papel menor, mas do jeito que ele gosta: Com muitos diálogos e a possibilidade de soar “cool”; Demián Bichir (indicado ao Oscar de Melhor Ator em 2011 por UMA VIDA MELHOR), no papel do advogado sujo do cartel; Emile Hirsch, que interpreta um hacker amigo de Ben e Chon, e principalmente, o melhor personagem e sem dúvida o melhor intérprete de todo este elenco, Benicio Del Toro, no papel de um temível e sádico matador do cartel e lacaio da personagem de Hayek. Este perigoso coquetel de personagens explode e mantém SELVAGENS num crescendo de reviravoltas muito interessante e bem executado. A beleza da paisagem paradisíaca do Sul da Califórnia, atrelada à fotografia colorida e berrante, dá um ar vivo e uma atmosfera sexy e elétrica ao filme, o que com certeza é mérito de seu excelente diretor. Porém, Stone nunca foi bom contador de histórias. Histórias convencionais, com começo, meio e fim coerentes, por assim dizer. E ao invés de terminar o filme com um final lá em cima, exagerado como o restante do filme, e mantendo a atmosfera “tudo pode acontecer” da trama, Stone opta por um final convencional que destoa completamente do restante do filme. SELVAGENS tinha tudo para ser um dos melhores filmes de 2012, tendo em mente seu engenhoso roteiro e uma interpretação monstruosa (mais uma) de Benicio Del Toro. Mas o péssimo final, e o fraco trio central de protagonistas (em especial Blake Lively, que o que tem de deliciosa tem de má atriz), derrubam severamente o resultado do filme como um todo. Ainda assim, trata-se de um exemplar de Oilver Stone, e deve ser respeitado.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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