TROPA DE ELITE 2: O INIMIGO AGORA É OUTRO

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9.5Após uma rebelião com resultados desastrosos no presídio Bangu 1, no Rio de Janeiro, o ex-Capitão Nascimento (Wagner Moura), agora, sub-secretário de segurança pública do estado, é levado para uma sangrenta disputa política que envolve oficiais do governo e grupos paramilitares. Ao mesmo tempo, tenta conciliar a conturbada relação que tem com o filho de 12 anos.

Impecável. Implacável. É isso que TROPA DE ELITE 2: O INIMIGO AGORA É OUTRO é. O filme de maior bilheteria de toda a história do cinema nacional, o filme que meteu um pé ns bunda da Xuxa e do Didi e mostrou que sucesso de bilheteria no Brasil também pode ser bom! E neste caso, não só bom, mas sensacional. Mas não espere o tipo de filme que você viu no primeiro TROPA. Aqui, não se têm recompensas, o tom é amargo, e as vitórias são tão parcas e escassas, que ao final, percebemos que em um país como o Brasil, apenas um herói como o Capitão Nascimento pode segurar a bronca. Mas mesmo ele, não segura completamente.

A culpa, como o personagem mesmo aponta, é do tal “sistema”. E o que é este sistema? São as engrenagens por trás do funcionamento torto deste país. Engrenagens podres e sujas, que se enraizaram no pólo político do país, e o empesteou em todas suas frentes militares. Esse sistema se renova, se recicla, se fortalece, cria novas alianças, e para quem é justo, trilhar o caminho correto, é praticamente impossível. Mas Nascimento tenta, como uma espécie de Batman brasileiro. Mas aqui, em um país tão corrupto quanto a fictícia Gotham City, não bastam capas e artifícios fantasiosos. Aqui, se paga com a vida. E o nosso herói sem máscara, descobre isso das piores maneiras possíveis.

Nada dessa complexidade, desta profundidade no roteiro PERFEITO de Bráulio Mantovani (CIDADE DE DEUS) e do próprio José Padilha, seria possível sem a presença COLOSSAL de Wagner Moura. Aqui, ele multi-dimensiona o personagem do primeiro filme, o transformando no maior personagem da história do cinema brasileiro. FATO! O time de coadjuvantes está afiadíssimo, com destaque para o hiper/mega/corrupto major Russo (Sandro Rocha), o excelente Irandhir Santos, como o militante pelos direitos-humanos Diogo Fraga (são dele alguns dos melhores diálogos do filme) e para a presença curta mas não menos explosiva de Seu Jorge, como o traficante Beirada, responsável pela rebelião em Bangu 1, e responsável automático por traçar os destinos de todos no filme, em especial, do próprio Capitão Nascimento. TROPA DE ELITE 2: O INIMIGO AGORA É OUTRO é um filme difícil. Na contra-mão do primeiro filme. E uma experiência incrivelmente satisfatória como cinema, mesmo que não totalmente satisfatória no sentido da analogia “justiça seja feita”. Mas em um país como o Brasil, não se pode pedir tudo. É como o próprio Nascimento diz: “AINDA VAI MORRER MUITO INOCENTE“.

Obs.: Considero TROPA DE ELITE 2: O INIMIGO AGORA É OUTRO um clássico do gênero policial. No mesmo patamar de OS INFILTRADOS, de Martin Scorsese e FOGO CONTRA FOGO, de Michael Mann.

VEJA O TRAILER DO FILME AQUI:

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