AMAZING STORIES: 1a TEMPORADA

Série de TV criada e produzida por Steven Spielberg e outros nomes de peso, que estreou em 1985 nos EUA, e rendeu 45 episódios e duas temporadas, nos moldes da clássica ALÉM DA IMAGINAÇÃO. A série fez muito sucesso ainda em VHS aqui no Brasil, onde cada fita sempre trazia 3 episódios. Mas nem todos foram distribuídos no Brasil. São episódios de 25 minutos cada um, onde são contadas histórias envolvendo pessoas comuns, e onde algo fantástico, sobrenatural, permeia o destino destas pessoas. Nesta primeira temporada, destacam-se os episódios:

A ATRAÇÃO PRINCIPAL

Brad Bender, o aluno mais popular do colégio, cuja única preocupação em sua vida é se admirar no espelho e ser o Rei do Baile de Formatura do colégio, diz que apenas um “ato de Deus” pode tirar dele o posto de Rei do Baile. Pois é exatamente o que acontece durante uma chuva de meteoros, quando um deles o atinge e faz com que ele fique magnetizado. Episódio que começa bem engraçado e que depois desliza um pouco para o pastelão. Mas alguns momentos realmente hilários e a ótima interpretação do protagonista (cuja carreira não vingou), garantem a diversão. MÉTRICA: 6.5.

PAPAI MÚMIA

Talvez o melhor episódio de toda a série, PAPAI MÚMIA conta a história de Harold, um ator que durante as filmagens de um filme de Terror, recebe a notícia de que sua mulher está entrando em trabalho de parto de sua primeira filha. Ansioso, Harold pega o carro e sai em disparada na calada da noite em direção ao hospital onde se encontra sua mulher, sem se dar conta de que ainda está caracterizado com uma MÚMIA, enrolado de bandagens dos pés à cabeça e forte maquiagem. É então que o carro pára por falta de gasolina e…

Este episódio foi capaz de capturar o espírito da série em sua essência, misturando com primazia os elementos cômicos e os elementos do gênero Horror, transformando este episódio em um “TERRIR” da melhor qualidade. Destaque também para o excelente trabalho de maquiagem do mago Rick Baker e para a ótima interpretação do ator principal, que mesmo sem nunca mostrar seu rosto, consegue transmitir exatamente os apuros pelo qual seu personagem passa durante o episódio. MÉTRICA: 9.0.

A MISSÃO

Este episódio, dirigido por Steven Spielberg, é talvez, o mais ambicioso da série. Com o dobro da duração dos outros episódios da série, é quase um média-metragem. O elenco é de peso também, com Kevin Costner e Kiefer Sutherland encabeçando o elenco (na época, astros em ascenção). Durante a Segunda Guerra Mundial, o artilheiro de um avião-bombardeiro, fica preso em sua cápsula de tiro na barriga do avião, em pleno vôo, após um ataque à aeronave. Sem trem de pouso devido às avarias no avião, um pouso esmagaria a cápsula, matando o artilheiro. O episódio transcorre então em alta-tensão, com a tripulação tentando desesperada, libertar o companheiro da cápsula, antes do combustível do avião acabar e o pouso se tornar inevitável. Como qualquer coisa dirigida por Spielberg, o episódio é tecnicamente impecável, assim como o desempenho do elenco e o ritmo tenso. Mas a solução final, por mais interessante que seja, não me convenceu totalmente. MÉTRICA: 8.0.

O INCRÍVEL FALSWORTH

Um mágico/médium, que durante suas apresentações, toca as pessoas na platéia e adivinha coisas sobre elas, inadvertidamente toca à um serial killer, o que faz dele, o próximo alvo do assassino. A premissa é interessante, mas até devido ao pouco tempo em que um episódio desta série tem para se desenvolver, o episódio caminha sem maiores surpresas. Se o bom diretor Peter Hyams (Timecop, Morte Súbita, ambos com Van Damme) achou que surpreenderia alguém ao final do episódio com a reviravolta apresentada, ele errou feio. Salva-se o ator principal (o falecido Gregory Hines) e a boa e climática fotografia. MÉTRICA 5.5.

MR. MAGIC

Um velho mágico, em final de carreira, descobre um baralho mágico, o que faz dele a sensação da noite de Las Vegas. Porém, assim como ele, as cartas do baralho também estão velhas… Episódio com uma história honesta, e por vezes emocionante, apoiada no enorme carisma do veterano ator, músico a artista de palco, Sid Caesar (que completa 90 anos este ano). MÉTRICA: 7.0.

A SAIDEIRA

Na época da Grande Depressão, no início do século, quatro amigos se reúnem regularmente no bar de um deles. Na esperança de dar um golpe e enriquecer, os amigos conseguem uma apólice do seguro de vida de um velho bêbado que vive perambulando pelo bar. Com o velho prestes a morrer a qualquer momento, os amigos comemoram por ser apenas uma questão de tempo até colocarem as mãos no dinheiro. Mas a morte do velho parece ser mais difícil de acontecer do que o previsto… Um dos melhores episódios da série! A produção é bem-feita, retratando bem a época fria e triste da Grande Depressão, e a performance de todos do elenco, que conta com nomes como James Cromwell e Joe Pantoliano, é na medida exata entre o humor negro e o pastelão. MÉTRICA: 7.0.

DOROTHY E BEN

Talvez o mais emocionante episódio da série, DOROTHY E BEN conta a história de uma estranha conexão que ocorre entre dois pacientes: Um velho negro, que acabou de despertar de um coma, e uma menina que está em coma, com quem, de alguma maneira, o velho consegue se comunicar. Destaque para a presença de Joe Seneca (A ENCRUZILHADA, A BOLHA ASSASSINA) no elenco, e para a maneira realmente tocante com que o episódio é conduzido. MÉTRICA: 7.5.

REFLEXOS, REFLEXOS 

Episódio dirigido por ninguém mais ninguém menos que Martin Scorsese, REFLEXOS, REFLEXOS conta a história de um escritor de livros de Horror que começa a ser perseguido por uma estranha figura vestida de preto, que só pode ser vista em algum tipo de reflexo. Um conto de Scorsese nunca pode ser considerado apenas um conto. Sua história, funciona como uma espécie de metáfora para sua própria personalidade como diretor/celebridade, e os efeitos da fama em sua vida. MÉTRICA: 7.5.

A BONECA

A vida solitária de um solteirão, toma uma surpreendente reviravolta, quando ele encontra uma boneca em uma velha loja de um fabricante de brinquedos alemão. Outro episódio tocante da série, cujo resultado é muito valorizado graças à atuação do sempre ótimo John Lithgow (RISCO TOTAL, UM HÓSPEDE DO BARULHO). MÉTRICA: 7.0.

O FANTASMA DO VOVÔ

O último episódio da 1a temporada é uma emocionante história sobre a relação de um avô e seu neto (Andrew McCarthy).  Uma relação que é mais forte do que a própria morte. O final surpreendente e bem-executado da história, talvez seja o mais surpreendente de toda a série. MÉTRICA: 7.0.

Uma resposta para AMAZING STORIES: 1a TEMPORADA

  1. Anônimo disse:

    Realmente é uma ótima série!!!

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