THE WALKING DEAD: 1a TEMPORADA

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Rick Grimes (Andrew Lincoln, de SIMPLESMENTE AMOR), é um delegado que após ser baleado em serviço, fica em estado de coma por vários meses. Quando Rick finalmente desperta, descobre que o mundo foi dominado por zumbis, e que ele possivelmente talvez seja a única pessoa ainda viva. Após retornar para casa e descobrir que sua mulher e filho estão desaparecidos, ele se dirige à cidade de Atlanta, para procurar pela família. Após escapar por muito pouco da morte ao chegar na cidade, ele encontra outro sobrevivente, Glenn (Steve Yeun), que o leva até um pequeno grupo de refugiados em um campo fora dos limites da cidade. Lá, Rick encontra sua mulher Lori (Sarah Wayne Callies, de VISÕES DE UM CRIME) e seu filho Carl (Chandler Riggs, de SEGREDOS DE UM FUNERAL), e ao lado de seu parceiro de polícia e melhor amigo Shane (Jon Bernthal, de O ESCRITOR FANTASMA e RAMPART) e do restante do grupo, luta para sobreviver às hordas de zumbis, e outros grupos de sobreviventes, que farão de tudo para sobreviver.

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Uma das melhores séries de televisão de todos os tempos, a primeira temporada de THE WALKING DEAD é impecável. Começa em uma nota alta e termina em outra. A curta duração (apenas 6 episódios), ajuda a manter o ritmo ágil, sem se perder em situações onde claramente estão “esticando a linguiça”, por assim dizer. Não há barrigas nos roteiros, e todos, TODOS os diálogos têm um propósito e são extremamente bem escritos. Baseada na série de HQ’s de mesmo nome, criada por Robert Kirkman, que chegou até as mãos do diretor/produtor/roteirista indicado para o Oscar, Frank Darabont, gênio por trás das adaptações de três obras de Stephen King para o cinema, e possivelmente, as três melhores, UM SONHO DE LIBERDADE, À ESPERA DE UM MILAGRE e o NEVOEIRO, THE WALKING DEAD é um deleite para os fãs do gênero Horror, principalmente, os voltados para zumbis, é claro. Porém, me atrevo a dizer que independente de se tratar de uma história de terror, a série agrada aos fãs de qualquer gênero, graças à narrativa dramática bem construída, que permeia toda esta primeira temporada. O episódio piloto, 20 minutos mais longo do que os moldes da TV americana, é um espetáculo. Dirigido pelo próprio Darabont, o episódio é tão bom que com 20 minutos a mais em sua duração, seria melhor do que qualquer um dos filmes do mago dos zumbis, o diretor George A. Romero (A NOITE DOS MORTOS-VIVOS, O DIA DOS MORTOS, entre outros). Está tudo lá: O suspense, o horror, a carnificina, o drama, e é claro, os astros da série, os Zumbis. Criados pelos magos da maquiagem voltada para o gore (termo criado nos EUA para tudo que envolve sangue, vísceras, mortes violentas, etc) do estúdio KNB EFX Group, Gregory Nicotero, Howard Berger e Robert Kurtzman, as criaturas são incrivelmente reais e assustadoras. No primeiro episódio por exemplo, o personagem principal Rick Grimes encontra uma destas criaturas, se arrastando por um jardim, apenas com a parte superior do corpo. É uma das criaturas mais horripilantes e asquerosas que eu já vi no cinema e na TV. Sem a imensa qualidade na criação da maquiagem destas criaturas, criadas pelo pessoal da KNB EFX, a série jamais funcionaria.

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No elenco, de nomes semi-conhecidos no mundo do cinema e da TV, destacam-se todos os personagens do núcleo principal. O protagonista, Andrew Lincoln, no papel do delegado Rick Grimes, imprime a empatia necessária para que o público o acompanhe desde o início. É através da ótica dele que THE WALKING DEAD se apóia nesta primeira temporada. Sarah Wayne Callies no papel da esposa de Rick também está muito bem, num papel difícil, principalmente depois de uma descoberta que fazemos sobre sua personagem, na primeira sequência do segundo episódio. Jon Bernthal, no papel do parceiro de Rick, também impõe boa presença em um papel dúbio, em que o público nunca sabe de fato suas reais intenções. O trio Laurie Holden, Jeffrey DeMunn e Melissa McBride, que compõem o grupo de sobreviventes, também fornecem uma base forte para o elenco. Uma curiosidade envolvendo estes três artistas, é o fato de todos eles terem atuado em O NEVOEIRO, de Frank Darabont, que conforme informado acima, é o responsável pela adaptação da série dos quadrinhos para a TV. Aliás, Jeffrey DeMunn atuou em praticamente todos os filmes dirigidos por Darabont. Desde as já mencionadas adaptações de Darabont para as obras de Stephen King, como também no drama CINE MAJESTIC, protagonizado por Jim Carrey. Fechando esse núcleo estão Chandler Riggs, o talentoso garoto que interpreta o filho do casal central, Steven Yeun, que interpreta Glenn, uma espécie de “faz tudo” do grupo, e, no que eu acho serem os melhores personagens desta primeira temporada, os irmãos Dixon, dois caipiras com pavio curto interpretados pelo ótimo Michael Rooker (RISCO TOTAL, HENRY: RETRATO DE UM ASSASSINO) e Norman Reedus (SANTOS JUSTICEIROS, PANDORUM). Numa recente pesquisa entre os fãs da série, o personagem Daryl Dixon, interpretado por Reedus, ganhou disparado como o personagem preferido da série.

O CRIADOR DA SÉRIE, ROBERT KIRKMAN:

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Cada um dos seis episódios desta primeira temporada de THE WALKING DEAD é extremamente bem realizado e valioso para o contexto global da série. Desde o episódio piloto já discutido acima, onde Rick descobre a terrível verdade sobre o mundo que desmoronou enquanto estava em coma, e é ajudado por uma dupla de pai e filho, que ainda lidam com a morte e transformação da mãe/esposa em zumbi (o ator Lennie James, de SNATCH: PORCOS E DIAMANTES e LOCKOUT: SEQUESTRO NO ESPAÇO dá um show de interpretação em seu pouco tempo em cena) passando pelo segundo episódio, GUTS, onde uma surpresa sobre Lori é revelada, assim como o destino se fecha de maneira terrível para um dos irmãos Dixon. O terceiro episódio, TELL IT TO THE FROGS, mostra de maneira emocionante o reencontro entre Rick e sua família e uma nova e surpreendente trajetória para o personagem de Merle Dixon. O quarto episódio, VATOS, talvez o mais tenso da primeira temporada, mostra o que acontece quando um pequeno grupo liderado por Rick volta à cidade em busca de suprimentos, e dão de cara com outro grupo de sobreviventes, formado por membros de uma perigosa gangue de mexicanos. O quinto episódio, WILDFIRE, mostra o grupo, após uma tragédia ocorrida no acampamento, buscando o auxílio do CDC – Centro de Controle de Doenças, que, segundo Rick, ainda funciona e pode ajudar o grupo a sobreviver. O episódio final, TS-19, acompanha o grupo dentro do prédio do CDC, e sua interação com um atormentado cientista do local, que ainda continua com suas pesquisas, buscando uma cura para a epidemia que transforma seres-humanos mortos em zumbis comedores de carne humana. A sequência em que o processo de morte e ressurreição de um indivíduo é mostrado nos detalhes é sensacional, e mostra a preocupação dos roteiristas da série em manter os dois pés na realidade dramática, mesmo sendo o tema central da série algo encontrado apenas em filmes de Horror.

THE WALKING DEAD, em sua primeira temporada, é um exercício extremamente bem-executado do gênero Horror. Desde sua rápida porém tétrica apresentação, acompanhada do tema incidental do músico Bear McCreary, passando por cada um de seus mesmerizantes seis episódios. Desde a finada série LOST, a TV não acompanhava um produto com qualidade tão elevada, talvez equiparável apenas à série da HBO, BOARDWALK EMPIRE: O IMPÉRIO DO CONTRABANDO. THE WALKING DEAD veio para mostrar que o gênero Horror é capaz de alcançar alturas inimagináveis, e ser sim, entretenimento com inteligência. Até o mestre do Horror, Stephen King em pessoa, já declarou que aplaudiu de pé. MÉTRICA: 10.

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VEJA AQUI O TRAILER EXTENDIDO DA PRIMEIRA TEMPORADA:

OUÇA O TEMA OFICIAL DA SÉRIE, COMPOSTO POR BEAR McCREARY, UTILIZADA NAS APRESENTAÇÕES DE CADA EPISÓDIO:

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